BLOCO MANGUE BEAT 2018
Já disse aqui que cada um, em seus corpos cobertos de lama, é a sua própria fantasia.
O bloco se chama Mangue Beat em homenagem ao movimento de contracultura que explodiu no Grande Recife nos anos 90. E espalhou-se pelo mundo. Nascido do desejo de uma turma de amigos em querer homenagear esse fenômeno musical.
Já a lama, que é composta com argila Caulium, é trazida de Itapuama e que foi eternizada pela banda Chico Science e Nação Zumbi no vídeoclipe da música Maracatu Atômico. Apesar de recomendações medicinais, seu maior benefício nas ladeiras de Olinda é mesmo o de proteger a pele dos raios solares.
Mas não é só de lama que vive o Bloco Mangue Beat.
Composto por uma diretoria e estandarte próprio, o Bloco Mangue Beat disponibiliza a lama para os foliões se banharem, ou apenas sinalizar que está com o bloco ao se melarem. Mas é muito importante reforçar a filosofia de que nós não melamos ninguém, quem quiser quer se mele. Observe que o mela-mela não é autorizado pelos órgãos oficiais e o Mangue Beat percorre a ladeira com a responsabilidade deste compromisso com os foliões.
Além da lama existe um minitrio que segue o percurso tocando os maiores sucessos de Chico Sciense e Nação Zumbi, e outros, e em 2018 apresentou a sua própria batucada, a saber, a Batucada Atômica.
[batucada atômica na concentração]
Então é isso: Estandarte puxando a andada, triozinho animando o percurso e a batucada fazendo a tradicional retaguarda.
[a andada continua]
Vamos ficar atentos a isso, galera! Organizando podemos desorganizar, desorganizando podemos organizar. E encontrando o ponto de equilíbrio em todos os momentos é que o caos pode se tornar uma energia propulsora.
[praça do carmo tomada]
Foi massa!
[uma cerveja antes do almoço...]
[a peleja do caranguejo com o estandarte]
Clique e veja um MAPA DA FOLIA (antigo mas funcional)
Chiiiiiiiiila!
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